Estimulação magnética transcraniana em Joinville

Estimulação magnética transcraniana

TRATAMENTO PARA DEPRESSÃO

Quando a depressão continua afetando a vida mesmo após outros tratamentos

A estimulação magnética transcraniana pode ser considerada para adultos que continuam com sintomas de depressão mesmo após o uso de medicamentos, psicoterapia ou outras tentativas de tratamento.

Ela utiliza pulsos magnéticos para estimular áreas do cérebro relacionadas ao humor, à disposição e à resposta emocional. É um tratamento não invasivo, realizado com o paciente acordado, sem cirurgia ou internação.

Antes de indicar o tratamento, o Dr. Wladimir Kummer avalia há quanto tempo os sintomas estão presentes, como afetam o sono, a energia, o interesse pelas atividades e a rotina, além dos tratamentos já realizados e da resposta obtida.

Durante cada sessão, um equipamento é posicionado sobre a cabeça e aplica estímulos magnéticos em uma região definida do cérebro. O paciente permanece acordado e é acompanhado durante todo o procedimento.

A depressão não aparece apenas como tristeza. Ela também pode reduzir a energia, o interesse pelas atividades, a concentração, a qualidade do sono e até a capacidade de realizar tarefas que antes pareciam simples.

Para algumas pessoas, os medicamentos e a psicoterapia trazem uma melhora importante. Para outras, os sintomas permanecem, voltam com frequência ou melhoram apenas parcialmente. Também existem pacientes que apresentam efeitos colaterais ou dificuldade para encontrar uma combinação de medicamentos que funcione bem.

A estimulação magnética transcraniana repetitiva, também chamada de EMTr, é uma técnica não invasiva que utiliza pulsos magnéticos para estimular regiões do cérebro envolvidas na regulação do humor. Ela é utilizada principalmente no tratamento da depressão, especialmente quando as tentativas anteriores não apresentaram a resposta esperada.

Durante as sessões, uma bobina é posicionada sobre o couro cabeludo. Os estímulos alcançam uma área definida do cérebro sem cortes, anestesia ou internação. O paciente permanece acordado, consegue conversar com a equipe e normalmente pode retomar sua rotina após o atendimento.

Mas a estimulação magnética não deve ser iniciada apenas porque a pessoa está desanimada ou porque um tratamento não funcionou. Primeiro, é necessário confirmar o diagnóstico, entender a intensidade dos sintomas, revisar os medicamentos já utilizados e avaliar outras condições que possam estar influenciando o quadro.

Também é importante analisar questões como histórico de convulsões, presença de objetos metálicos ou dispositivos médicos próximos à cabeça e outras situações que podem interferir na segurança do procedimento.

A partir dessa avaliação, é possível entender se a estimulação magnética pode fazer parte do plano de tratamento, qual região deverá ser estimulada e qual protocolo pode ser mais adequado para aquele paciente.

O tratamento costuma ser realizado em uma sequência de sessões, porque o efeito é construído ao longo do acompanhamento. A resposta não é igual para todas as pessoas e não existe garantia de resultado. Por isso, a evolução dos sintomas precisa ser observada durante todo o processo.

A estimulação magnética também não substitui automaticamente os medicamentos ou a psicoterapia. Em muitos casos, ela é utilizada junto aos cuidados que o paciente já realiza, com o objetivo de ampliar as possibilidades de resposta e ajudar na recuperação da rotina.