Passos mais curtos, rigidez, dificuldade para levantar, perda de equilíbrio ou tremores podem surgir aos poucos e nem sempre são percebidos pelo próprio paciente. Nem todo tremor significa Parkinson. Mas quando os movimentos começam a mudar ou interferir nas atividades do dia a dia, uma avaliação neurológica ajuda a entender o que está acontecendo.
Um sinal isolado não confirma Parkinson. O que merece atenção é uma mudança persistente ou progressiva em relação à forma como aquela pessoa se movimentava antes.
Ainda não sabe se é hora de procurar um neurologista?
Não. Existem diferentes causas para tremores. A avaliação serve justamente para identificar o tipo de tremor, quando ele acontece e se existem outros sinais associados.
O envelhecimento pode mudar o ritmo das atividades, mas lentidão progressiva acompanhada de rigidez, alterações na caminhada ou dificuldade para iniciar movimentos merece investigação.
Não é necessário esperar quedas frequentes ou perda importante de autonomia. Mudanças persistentes nos movimentos já podem ser motivo para uma avaliação.
Isso pode acontecer. Às vezes, quem convive com o paciente percebe primeiro mudanças na caminhada, na postura ou na velocidade das tarefas.
Pode ser um pai que passou a caminhar mais devagar, uma mãe que começou a arrastar os pés ou um companheiro que está levando mais tempo para se vestir, levantar ou realizar tarefas simples.
É comum ouvir:
“É só cansaço.”
“Estou ficando velho.”
“Esse tremor não é nada.”
Não é preciso entrar em confronto ou afirmar que a pessoa tem Parkinson.
O primeiro passo pode ser propor uma avaliação para entender por que os movimentos mudaram.
A presença de um familiar na consulta também pode ajudar a relatar situações que o próprio paciente não percebe.
Depois do diagnóstico, o acompanhamento neurológico continua sendo uma parte importante do cuidado.
Com o tempo, podem ocorrer mudanças na velocidade dos movimentos, na caminhada, no equilíbrio, na fala, no sono e na autonomia.
Também pode ser necessário avaliar quanto tempo o medicamento está fazendo efeito, se os sintomas retornam antes da próxima dose ou se surgiram movimentos involuntários e outras dificuldades ao longo do dia.
O acompanhamento permite revisar o tratamento, observar novos sintomas e adaptar os cuidados conforme a evolução e a rotina de cada paciente.
Também é um espaço importante para orientar a família sobre atividade física, segurança, risco de quedas, rotina e outras necessidades que podem surgir.
Se você chegou até aqui porque percebeu mudanças na memória, no comportamento ou na autonomia de alguém da sua família, não precisa continuar tentando entender isso sozinho.
Uma avaliação pode ajudar a esclarecer o que está acontecendo e orientar os próximos cuidados com mais segurança.
Dr. Wladimir Kummer de Paula
Neurologista | CRM-SC 18.221 | RQE 10.123
Especialista em Alzheimer e doenças neurológicas em Joinville.
Agende sua avaliação
Instituto Reage
Consultas, hora marcada
Orientação em cada etapa